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Ilhabela

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Ilhabela onde ir?


MERGULHO E NAUFRÁGIOS

 

Sempre procurada por mergulhadores, seja para caça ou para um mergulho autônomo, o arquipélago de Ilhabela propicia um dos melhores points para o mergulho. Pode-se visitar os destroços de vários em sua costa.

Grande variedade de peixes, tartarugas e com sorte até golfinhos e baleias podem ser vistos na região. Ilhabela conta com uma operadora de mergulho e oferece cursos para iniciantes e saídas com guias especializados.
Ladeada por rochas pontiagudas e lajes, com ventos fortes, densos nevoeiros e a formação de ondas enormes, Ilhabela sempre foi uma armadilha para os barcos que tinham rotas próximas à sua costa.

Até meados dos século XX os barcos foram o único meio de transporte usado pelos imigrantes que aqui chegaram e o naufrágio era um acidente comum na época.
Acredita-se que mais de cem barcos, navios, veleiros e pesqueiros tenham sucumbido nos costões das partes sul e leste da Ilha. Ficam fora de quaisquer registros as embarcações de pequeno porte.

O Primeiro naufrágio registrado foi o do navio inglês Dart, vela-vapor, pertencente à Mala Real Inglesa. Em 1894 este navio encalhou nas pedras da Itaboca devido à cerração, depois de somente dois anos após sua construção. Neste naufrágio, numa profundidade entre 5 e 20 metros, são realizados mergulhos e pode-se encontrar garrafas de vinho, pratos de porcelana e talheres de prata.
Em 1905 dois vapores brasileiros foram à piqui, o Vitória que encalhou na laje do Araça e o Atílio, que afundou após o choque com o veleiro Alttanir, na ponta da Pirabura.
O vapor francês France encalhou e naufragou na Ponta da Piraçununga em 1906.
Em 1908 o vapor inglês Velasquez bateu e encalhou nos costões da Ponta da Sela, devido à agitação do mar. Este navio levava passageiros fazendo a linha Buenos Aires - Nova Iorque e foi socorrido pelo rebocador Milton, que passava pelo local no momento do acidente. Alguns passageiros que nadaram para a costa acabaram por ficar na Ilha, encantados com sua belezas naturais, outros simplesmente se perderam na mata.
O vapor Wathor afundou na Ponta da Sepituba em 21 de março de 1909, vinte e um sobreviventes ficaram perdidos por mais de uma semana na mata.
Em 1913, numa noite de forte tempestade, o Guarani, rebocador de guerra da marinha brasileira, chocou-se violentamente contra o vapor brasileiro Borborema, próximo à Ponta do Farol do Boi. Registrou-se então pela primeira vez um grande número de vítimas de naufrágio perto da Ilha.

Em 6 de março de 1916 o transatlântico naufragou na Ponta da Pirabura. O navio de 150 metros de comprimento, orgulho da Marinha Mercante Espanhola, foi envolvido por um denso nevoeiro ao mesmo tempo em que o mar se tornava agitado. Eram 3 horas da manhã quando grade parte das 590 pessoas à bordo se divertiam ao som de músicas carnavalescas e um raio iluminou a terra, já bem em frente ao navio. O comandante José Lontina chegou a ordenar "máquinas à toda força para trás", mas não foi o suficiente para impedir que o navio se chocasse contra as pedras. O casco foi rasgado pelo meio, as caldeiras explodiram e em poucos minutos o navio era tragado pelo mar, vitimando 477 pessoas. Alguns passageiros foram salvos pelo navio Vega que se encontrava próximo ao local. Junto aos passageiros afundou nas águas turbulentas toda a preciosa carga, 4.500 toneladas de cobre, 1700 toneladas de estanho, 800 toneladas de chumbo e provavelmente 40.000 libras esterlinas destinadas à uma agência bancária de Buenos Aires. O Príncipe das Astúrias é o que está em maior profundidade, variando entre 22 e 44 metros.

Em 1920, chocaram-se o navio brasileiro Teresina e o veleiro inglês San Janeco, na Ponta da Itapecirica, devido à forte cerração. No mesmo ano o veleiro alemão Almirante Siegmund batia contra as pedras da costeira do Borrifos, afundando rapidamente.
No ano seguinte dois navios brasileiros naufragavam na Ponta do Ribeirão. O Aymoré, que naufragou devido o intenso nevoeiro, localiza-se próximo à Praia do Curral, numa profundidade que varia de 4 a 7 metros, sendo muito indicado para mergulho com snorkel e o Tritão, um barco pesqueiro. Durante a Segunda Guerra Mundial dois navios foram torpedeados por submarinos alemães, o norte americano Eliuhub Washburne que afundou próximo à Ponta do Boi atingido pelo U-513 e o Lhoyd brasileiro Campus, atingido pelo U-170.

O segundo maior naufrágio foi o de um outro navio espanhol. Em outubro de 1959, o moderno cargueiro Concar fazia sua viagem inaugural quando se chocou contra pedras da ponta da Piraçununga, com quase 20.000 volumes de carga contendo azeite, azeitonas, alho e massa de tomate, além de 800 toneladas de óxido de ferro. O mar pouco agitado permitiu que a tripulação abandonasse o navio, que permaneceu por várias horas sobre as pedras antes de afundar. O Concar encontra-se submerso numa profundidade que varia entre 6 e 22 metros, sendo recomendado o local apenas para mergulhadores experientes.

O navio brasileiro Ucrânia naufragou em 1971, era um pesqueiro de alto mar e o motivo de seu naufrágio foi um forte temporal que o jogou contra os costões do Frade.

 


1- AYMORÉ

Tipo: Cargueiro
Carga: cartuchos de munição
Afundado: 1920 (tempestade)
Distância da costa: 30 metros
Profundidade: 5 a 9 metros
Visibilidade: média

 

2- ALINEA P

Tipo: petroleiro
Carga: óleo bruto
Afundado: 1990 (explosão)
Distância da costa: 5 milhas
Profundidade: 300 metros
Visibilidade: excelente

 

3- ROSS

Tipo: veleiro de três mastros
Carga: farinha de trigo
Afundado: 1942 (tempestade)
Distância da costa: 1,5 milha
Profundidade: 40 metros
Visibilidade: média/ruim

 

4- VELASQUEZ

Tipo: cargueiro misto
Carga: café e malas postais
Afundado: 1908 (choque)
Distância da costa: 50 metros
Profundidade: 9 a 20 metros
Visibilidade: média/boa

 

5- CREST

Tipo: cargueiro misto
Carga: café e sacarias
Afundado: 1882 (tempestade)
Distância da costa: 30 metros
Profundidade: 9 a 17 metros
Visibilidade: média/boa

 

6- CAMPOS

Tipo: cargueiro
Carga: diversas
Afundado: 1943 (torpedeamento)
Distância da costa: 6 milhas
Profundidade: 80 metros
Visibilidade: boa

 

7- DARTH

Tipo: cargueiro misto (vapor e velas)
Carga: café
Afundado: 1884 (erro de navegação)
Distância da costa: 40 metros
Profundidade: 5 a17 metros
Visibilidade: média/boa

 

8- URUCÂNIA

Tipo: pesqueiro
Afundado: 1961 (tempestade)
Distância da costa: 20 metros
Profundidade: 9 a 12 metros
Visibilidade: média/boa

 

9- SÃO JANECO

Tipo: cargueiro leve
Carga: desconhecida
Afundado: 1920 (erro de navegação)
Distância da costa: 20 metros
Profundidade: 5 a 12 metros
Visibilidade: média/boa

 

10- THEREZINA

Tipo: cargueiro
Carga: café, sacarias diversas e malas postais
Afundado: 1919 (choque)
Distância da costa: 100 metros
Profundidade: 8 a 17 metros
Visibilidade: média/boa

 

11- ATÍLIO

Tipo: cargueiro
Carga: café, diversas
Afundado: 1905 (choque)
Distância da costa: 400 metros
Profundidade: 20 a 30 metros
Visibilidade: média

 

12- HARTHOR

Tipo: cargueiro
Carga: café, sacarias diversas e, malas postais
Afundado: 1909 (tempestade)
Distância da costa: 40 metros
Profundidade: 8 a 19 metros
Visibilidade: ruim

 

13- ELLIUB WASHINGTON

Tipo: Liberty Ship Class
Carga: diversos
Afundado: 1943 (torpedeamento)
Distância da costa: 6 milhas
Profundidade: 70 metros
Visibilidade: excelente

 

14- BORBOREMA

Tipo: cargueiro da Marinha Brasileira
Carga: desconhecida
Afundado: 1913 (choque com o Guarany)
Distância da costa: 100 metros
Profundidade: 20 a 40 metros
Visibilidade: ruim

 

15- GUARANY

Tipo: rebocador
Afundado: 1913 (choque com o Borborema)
Distância da costa: 80 metros
Profundidade: 40 metros
Visibilidade: ruim

 

16- TRITÃO

Tipo: rebocador
Afundado: data desconhecida (tempestade)
Distância da costa: 200 metros
Profundidade: 50 a 60 metros
Visibilidade: ruim

 

17- FRANCE

Tipo: paquete misto
Carga: desconhecida
Afundado: 1906 (tempestade)
Distância da costa: 200 metros
Profundidade: 40 a 60 metros
Visibilidade: ruim

 

18- GLASGOW

Tipo: cruzador
Afundado: 1916 (choque)
Distância da costa: 100 metros
Profundidade: 50 a 60 metros
Visibilidade: ruim ´

 

19- VITÓRIA

Tipo: cargueiro costeiro
Carga: farinha
Afundado: 1905 (tempestade)
Distância da costa: 50 metros
Profundidade: 10 a20 metros
Visibilidade: média

 

20- CONCAR

Tipo: cargueiro
Carga: diversas
Afundado: 1959 (tempestade)
Distância da costa: 200 metros
Profundidade: 10 a 20 metros
Visibilidade: média
Fonte: Secretaria de Turismo de Ilhabela

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